China busca novos mercados após tarifas de Donald Trump

A guerra comercial entre os Estados Unidos e seus principais aliados ganhou ainda mais força nesta sexta-feira (4). O governo chinês anunciou uma série de medidas retaliatórias contra a economia americana.

A China anunciou uma tarifa de importação de 34% contra produtos americanos. A taxa é igual à imposta pelo presidente americano, Donald Trump, contra a economia chinesa durante o “tarifaço” da última quarta-feira (2).

Pequim também incluiu 11 empresas americanas em uma lista que, na prática, impede qualquer relação comercial com companhias chinesas. E limitou a venda de minerais raros essenciais para a indústria de tecnologia americana.

Por último, o governo chinês anunciou que vai denunciar o tarifaço de Donald Trump à Organização Mundial do Comércio. Apesar da representação, a entidade está paralisada desde o primeiro mandato do republicano.

A China é o segundo maior parceiro comercial dos Estados Unidos. Só no ano passado, empresas chinesas venderam cerca de 420 bilhões de dólares aos americanos. E importaram 140 bilhões dos Estados Unidos.

Trump, por outro lado, afirmou que a decisão da China foi equivocada e que as autoridades do país “entraram em pânico” ao implementar as tarifas.

Com os portos americanos se fechando pro mundo, a expectativa é de que a indústria chinesa inunde outros países, numa tentativa de escoar a produção que o mercado interno não é capaz de absorver. O Citigroup estima que a guerra comercial deve ter um impacto negativo de até 2,4% só neste ano no PIB chinês.

Diante do impasse, a China agora tenta ampliar os laços comerciais com a Europa, apesar da resistência dos líderes do continente por conta do apoio de Pequim à Rússia na guerra contra a Ucrânia.

A maior parte dos produtos, entretanto, deve ir para vizinhos asiáticos, América Latina e África, regiões em que a China já mantém um patamar elevado de investimento.

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