A equipe responsável pela Linha de Atenção Oncológica (LAO) da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Volta Redonda sediou, nesta quarta-feira, um encontro com representantes da Secretaria Municipal de Saúde de Angra dos Reis. O objetivo central da visita foi o intercâmbio de conhecimentos sobre o programa de cuidado oncológico de Volta Redonda, com vistas à possível implementação de uma iniciativa similar na cidade costeira, fortalecendo a saúde pública regional.
Comitiva de Angra dos Reis Busca Conhecimento em Gestão Oncológica
A delegação de Angra dos Reis foi encabeçada pelo secretário municipal de Saúde, Marcos Rocha, e incluiu figuras-chave como o secretário-Executivo de Gestão, Márcio Taveira, e a secretária-Executiva de Atenção Primária, Mariana de Souza. Também estiveram presentes o coordenador do Serviço de Oncologia, Dr. Renan Vinícius, a superintendente de Regulação da SMS, Luciana Rossinol, e a coordenadora Administrativa do Serviço de Oncologia, Jayane Frota, evidenciando o caráter abrangente da equipe visitante.
Detalhamento do Programa de Atenção Oncológica de Volta Redonda
Durante a sessão de trabalho, os gestores de Angra dos Reis tiveram a oportunidade de conhecer aprofundadamente a metodologia da Linha de Atenção Oncológica de Volta Redonda. Este modelo se destaca por abranger o paciente em todas as etapas, desde a suspeita inicial de câncer até a conclusão do tratamento, proporcionando um cuidado integral com foco especial em neoplasias ginecológicas (como útero e mama) e do trato gastrointestinal.
Adicionalmente, foram apresentados os programas complementares de rastreamento: o Prevenir, voltado para o câncer de colo do útero, e o Prevenir 50+, dedicado à detecção precoce do câncer de pulmão. A intenção manifestada por Angra dos Reis é replicar essas iniciativas para ampliar e aprimorar o atendimento oncológico disponível em seu município, visando um impacto positivo na qualidade de vida dos cidadãos.
Perspectivas de Angra dos Reis: Compromisso com a Saúde Pública
Marcos Rocha, secretário municipal de Saúde de Angra dos Reis, declarou ter recebido do prefeito Cláudio Ferreti a incumbência de implementar uma Linha de Atenção Oncológica no município com celeridade. Ele ressaltou que a eficácia do trabalho de Volta Redonda, divulgada em plataformas digitais e considerada um modelo de excelência, foi um fator determinante para a iniciativa.
O Dr. Renan Vinícius, coordenador do Serviço de Oncologia de Angra dos Reis, descreveu a visita como um estímulo significativo para sua equipe. Ele enfatizou o plano de integrar o serviço oncológico local, já bem estabelecido, com a Atenção Primária à Saúde e toda a rede de cuidado, visando consolidar uma Linha de Atenção Oncológica robusta.
O objetivo primordial é agilizar o acesso dos pacientes a exames diagnósticos, fundamentando-se na evidência de que o tratamento oncológico em fases precoces eleva substancialmente as chances de cura e reduz a agressividade das terapias, otimizando a qualidade de vida.
A Relevância e o Reconhecimento do Modelo de Volta Redonda
A Dra. Luciana Francisco Netto, médica oncologista e coordenadora da Linha de Atenção Oncológica de Volta Redonda, expressou satisfação em compartilhar a experiência local e os avanços obtidos. Ela destacou que, em menos de quatro anos, a LAO e os programas Prevenir demonstraram resultados expressivos na prevenção, na agilidade do diagnóstico e no início do tratamento do câncer via Sistema Único de Saúde (SUS), consolidando-se como referência.
A médica apresentou dados que corroboram o sucesso do método: além do tratamento de lesões pré-malignas que impedem a progressão para câncer, aproximadamente 50% dos casos diagnosticados se encontram nos estágios iniciais (1 e 2), com uma taxa de probabilidade de cura próxima a 100%. Essa performance sublinha a eficácia do diagnóstico precoce no tratamento oncológico e na preservação da vida.
O prefeito Antonio Francisco Neto, de Volta Redonda, reiterou a importância da replicação do programa, afirmando que cada nova implementação significa mais vidas salvas. Ele salientou o papel de Volta Redonda como referência, contribuindo para a transformação da realidade do cuidado oncológico em âmbito regional, estadual e até nacional.
Como exemplo, mencionou o interesse de profissionais do Instituto Angolano de Controle do Câncer (IACC) em adaptar o sistema Prevenir para o contexto africano, atestando a projeção internacional do modelo.
