11/04/2026 07:57

Paulo Sandro presta homenagem a lideranças de religiões de matriz africana em Barra Mansa

BARRA MANSA

Na sessão da Câmara de Barra Mansa, realizada na manhã desta terça-feira, 7, o presidente da Casa, vereador Paulo Sandro, concedeu moções de congratulação a representantes de religiões de matriz africana. A homenagem destacou a atuação dessas lideranças na criação do Dia da Umbanda, comemorado em 15 de novembro, além da organização da tradicional Procissão de São Jorge, que chega à sua terceira edição consecutiva no município no próximo dia 24.

Entre os homenageados estiveram os babalorixás Randolfo Antônio Masse da Fonseca, do Centro Espírita Iemanjá e Pai José de Angola Amor e Caridade, e Ricardo Martins Rodrigues da Silva, do Centro Asé Ode Oju Okan. Também recebeu a honraria a Confraria dos Ogãs e Ekedes do Sul Fluminense, representada por Luiz Cláudio da Silva.

Ao justificar a homenagem, o presidente da câmara ressaltou a importância da atuação dos religiosos para a valorização cultural e espiritual no município. “Todos merecem esse reconhecimento pela dedicação à jornada espiritual que desempenham, ao longo de muitos anos, e pela colaboração na criação do projeto que institui e celebra o Dia da Umbanda, além da procissão pelo Dia de São Jorge, que já se tornou um grande evento religioso em Barra Mansa. Todos estão de parabéns e contem sempre com nosso apoio, principalmente na luta pela valorização e visibilidade das religiões de matriz africana”, destacou o presidente.

Representando a Umbanda, o babalorixá Randolfo Antônio Masse da Fonseca demonstrou emoção ao receber a homenagem e ressaltou o avanço no combate à intolerância religiosa. “Ficamos muito honrados por mais esse apoio da Câmara e do município. A Umbanda é crescimento, é amor, então temos muito mais para crescer, pois estamos juntos nessa luta”, disse.

Já o babalorixá Ricardo Martins Rodrigues da Silva, praticante do candomblé, destacou que o reconhecimento público contribui para ampliar a compreensão sobre essas religiões. “Nossa religião sempre foi muito mal interpretada, mal vista e o que nós praticamos é nada mais do que acolhimento. A nossa fé nos permite abraçar a todos sem julgamento. Obrigado por mostrar que a gente não está sozinho e que podemos contar com os dirigentes da cidade para nos apoiar”, disse.

 

 


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