21/04/2026 16:55

Policial Militar Suspeito de Tentativa de Feminicídio em Volta Redonda: PM Instaurou Procedimento Administrativo

A Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP) iniciou procedimento administrativo contra um policial militar de 39 anos. Ele é suspeito de tentativa de feminicídio contra sua ex-companheira em Volta Redonda (RJ), na última quarta-feira (21). O agente, do 23º Batalhão da PMESP, está detido no Presídio Militar Romão Gomes (PMRG), em São Paulo.

Detalhes da Ocorrência e Captura

Classificado como tentativa de feminicídio, o caso é investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Volta Redonda. A PM foi acionada para verificar disparos na Rua Haiti, bairro Vila Americana.

No local, apurou-se que o suspeito efetuou ao menos seis tiros contra a vítima e fugiu. A Deam confirmou que o crime ocorreu na frente dos dois filhos do casal, após a vítima ir buscar as crianças na residência do ex-companheiro.

O policial militar foi localizado e preso em flagrante por equipes de Três Rios (RJ) e de Minas Gerais. A interceptação aconteceu na BR-393, km 105, em Jamapará, distrito de Sapucaia (RJ).

Na abordagem, foram apreendidos uma pistola calibre .40 com 11 munições, um carregador e o veículo da fuga. Após audiência de custódia em Volta Redonda, o acusado foi transferido para o PMRG, em São Paulo.

Condição da Vítima e Antecedentes do Acusado

A vítima, de 36 anos, foi socorrida ao Hospital São João Batista. A unidade relatou entrada em estado grave, com choque hemorrágico, hipotensão e taquicardia, sendo submetida a cirurgia por lacerações em órgãos internos.

Em atualização, o hospital informa que a condição da mulher é grave e necessita de doações de sangue tipo O- (O negativo). Doações podem ser feitas em qualquer hemonúcleo, indicando o nome da paciente.

A Deam registrou que o acusado possuía três descumprimentos anteriores de medidas protetivas. Ele foi preso em julho de 2023 e liberado em novembro do mesmo ano.

Posicionamento Oficial da Corporação

A Polícia Militar de São Paulo reiterou que não coaduna com desvios de conduta de seus membros. A corporação acompanha as investigações da Polícia Civil e já instaurou o respectivo procedimento administrativo.

Fonte: https://g1.globo.com