Projeto ‘Laço Azul’ promove ação pelo Dia Mundial de Conscientização do Autismo em Volta Redonda

Evento reuniu pacientes e familiares em uma tarde de roda de conversa, brincadeiras, pintura de rosto, pipoca, picolé e algodão-doce no Campo do Flamenguinho, no Retiro

 

Parte das crianças assistidas pelo projeto “Laço Azul”, do Hospital Municipal Dr. Munir Rafful (HMMR), no Retiro, unidade da Rede Municipal de Saúde de Volta Redonda, participou de uma festa em comemoração ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo. O evento, realizado na tarde desta quarta-feira, dia 2, reuniu as famílias das crianças assistidas pelo projeto, voltado para crianças diagnosticadas com TEA (Transtorno do Espectro Autista), em uma tarde de conversa, brincadeiras e confraternização, na Sociedade Esportiva do Retiro, conhecida pelos moradores como Campo do Flamenguinho.

O encontro foi dividido em dois momentos. A equipe do “Laço Azul” organizou uma roda de conversa para que pais e responsáveis compartilhassem as dificuldades e o preconceito que enfrentam no dia a dia, recebendo orientações sobre como agir e se portar nessas situações. A diversão ficou por conta de atividades coordenadas pela equipe de recreadores da Secretaria Municipal de Ação Comunitária (Smac), que levou o caminhão da Brinquedolândia. Além disso, houve pintura de rosto, pipoca, algodão-doce e picolés para todos.

A psicóloga Juliana Rezende, que coordena o “Laço Azul”, reforçou que esta foi uma tarde para chamar atenção para o Dia Mundial de Conscientização do Autismo com bate-papo e brincadeiras.

“Deixamos os pais e responsáveis apontarem os problemas sociais do cotidiano e aconselhamos. Sabemos que os olhares curiosos e de reprovação em festas, por exemplo, são comuns, assim como a falta de convites. Nossa equipe aproveitou esse dia para dar algumas dicas de como enfrentar essas situações”, explicou Juliana.

Depois da roda de conversa, as crianças ficaram livres para fazerem o que quisessem, sem nenhum tipo de estimulação profissional. Foi uma tarde de diversão para elas, que puderam interagir com crianças não autistas, já que os irmãos também foram convidados.

Michele Maria da Glória da Silva de Paula, moradora do Santa Rita de Cássia, é mãe do Samuel, de seis anos, que está no “Laço Azul” há pouco mais de um ano. “O trabalho com a equipe do projeto ajudou muito no comportamento familiar e social do Samuel. Mesmo sendo não verbal, ele agora consegue se comunicar. E o resultado do trabalho feito nas salas de estimulação eu consigo ver aqui, no momento de lazer”, disse.

Sofia Costa, do bairro Santa Cruz, é mãe do João Carlos, de sete anos. “Com quase dois anos no ‘Laço Azul’, meu filho passou a se expressar muito, sabe identificar desejos e dores. E isso é fundamental para um melhor cuidado. Agradeço demais pelo tratamento, que inclui conversa, diálogo e orientação profissional”, afirmou.

Como é recorrente nos eventos do projeto, a pintura de rosto foi um sucesso. Vanessa Gregório Lima estava com a filha Vivian, também de sete anos, e ela pintou uma borboleta na região dos olhos. Ficou tão contente que fez questão de fotografar no bambolê do “Laço Azul”, feito pela equipe para o evento. “Só de ver esse comportamento social, comprovamos o resultado positivo do tratamento”, disse.

Projeto ‘Laço Azul’

O projeto “Laço Azul” foi lançado em 2022 no Hospital Municipal Dr. Munir Rafful (HMMR), no Retiro, unidade da Rede Municipal de Saúde de Volta Redonda, para crianças com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA). Atualmente, mais de 300 crianças participam do projeto, que auxilia no desenvolvimento da comunicação e da autonomia.

O programa, que conta com especialistas em fonoaudiologia, educação física, psicologia, psicopedagogia e musicoterapia, ensina, na prática, como eliminar comportamentos inadequados e ajuda as crianças a se comunicarem, brincarem e interagirem. O foco é a análise do comportamento das crianças e a intervenção aplicada aos ambientes comuns, como sua própria casa e escola.

A secretária de Saúde de Volta Redonda, Márcia Cury, que também dirige o Hospital Munir Rafful, lembrou que o “Laço Azul” oferece aos pacientes atendimentos com uma equipe formada por especialistas em fonoaudiologia, educação física, psicologia, terapia ocupacional e psicopedagogia.

“O objetivo do ‘Laço Azul’ é auxiliar no desenvolvimento da comunicação e na autonomia das crianças com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista. E é muito gratificante acompanhar o desenvolvimento e a melhora na qualidade de vida dessas crianças”, afirmou Márcia Cury.

Para acessar o projeto “Laço Azul”, o usuário deve ser encaminhado exclusivamente por uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF).

Fotos: Adriana Cópio – Secom/PMVR

Pin It

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia